6 de fevereiro de 2009

Apelo

O maior erro é nunca questionar a verdade. A humildade para admitir que o que cremos pode não ser um dogma universal é uma grande virtude, pois as respostas podem vir de nossos próprios erros.
Tiramos nossas lições dos mais variados meios, cada um a seu modo; há alguns que aprendem tudo com saudável e louvável maestria, e começam a encontrar seus caminhos. Alguns.
Nunca sonhas sozinho, tudo é o começo de algo novo, precisamos sair de nós mesmos para nos encontrarmos, todo esse blablabla fora tirado de minhas vivências e minhas músicas aparentemente sem sentidos, rocks e livros que ninguém de minha idade apreciava.
Sei que sempre vale a pena lutar e que tudo aqui (na vida) é um constante aprendizado sobre todos à minha volta. O que sempre ouvi estava certo, afinal, o materialismo não vai fazer ninguém feliz, mas isso é uma escolha pessoal. Existem modos e caminhos fáceis para se sentir bem, mas também há o caminho certo, de uma vida verdadeira. Por que a vida se faz de verdades, se não, não é uma realidade. Uma vida fácil é ilusão. (A condição para a Realidade ser o que vivenciamos é a Verdade.)
Numa tempestade de humores e climas, havia o bem e o mal, mas tudo isso era simplesmente questão de ponto de vista, como heróis e vilões na História. É preciso haver a escuridão do Yin para concebermos a clareza do Yang. Pode ser que haja ainda um terceiro estado inconcebível pela ausência do oposto. Não o vemos por isso. De qualquer maneira, a lição dos opostos é: basta buscar o equilíbrio. O amor e a vontade continuam a pulsar nesse mundo, apesar de tudo, e é isso que importa, isso que me dá alguma força.