O amor já designou tanta coisa através da história... Se na verdade cada um ama à sua maneira, seria o sentimento amor doses de nosso própria personalidade?
Gosto de pensar que buscar o amor é como buscar uma ilha desconhecida. Precisa-se de construir um barco, ter tripulação, mantimentos. Para buscar algo... Desconhecido. Desconhecido? O que as pessoas buscam afinal? Pois se cada um ama de um jeito e se nós mal conhecemos nosso próprio jeito de amar... (Aqueles que julgam entender são os que menos realmente se conhecem.)
“Como as pessoas procuram o amor” e “Qual amor que as pessoas procuram” seriam grandes questões, que questionam mais do que aparentam. Estariam elas buscando a si mesmas?
Começamos a despertar para o amor quando começamos a buscar o que realmente somos?
O amor possui uma definição no dicionário. Mas o que é viver esse sentimento, como é sentir isso, o que queremos dizer quando amamos... simplesmente é algo que cada um sente, e arrisco-me a dizer que é algo que cada um sente de forma muito diferente. Fica então um problema. Se cada um sente o amor de forma diferente, buscamos o amor no outro baseado em nossa própria concepção de amar?
Seria o amor, que cada um busca, simples fruto da inabalável esperança humana, que sempre clama por um sentido? Se a resposta for não, qual lógica justificaria empenhar nossos esforços em algo que não se explica racionalmente?
O amor é o exemplar máximo da busca humana por algo que não conhecemos, não compreendemos e nem ao menos sabemos se é real. Sua busca move vidas, objetivos, quebra hierarquias, ordens sociais...
Quantos não foram taxados de loucos se em sua busca fugiram do convencional e subverteram costumes. Pensar demais e estar amando não são duas coisas que costumam andar juntas. Então, quando se ama, a racionalidade pode impedir que enxerguemos o óbvio: é insano procurar o amor que seja da maneira o qual o oferecemos. Entender a diferença começa ou termina nesse ponto. Entender que, ao contrário do que a mídia diz, o amor não é uma constante, não é uniformizado, não é fabricado, não é feito em série. É na verdade algo muito íntimo de cada um. É algo que quando se explica tende a ficar muito generalizado, exatamente por não ser nada generalizado e não ter comparações, nem uma base próxima onde possa ser explicado. É algo que nos faz constantemente aventurar-se no desconhecido, em mares e idéias nos quais nunca estivemos antes.