13 de outubro de 2009

sobre: Ensaio sobre a cegueira

Não somos nossa aparência, não somos nossas posses, não somos nossas carreiras, apesar dessas características dizerem, apenas dizerem, sobre o que somos. Possuímos uma essência que não é visível e nem percebida pelos sentidos. Originalmente somos todos cegos à essência do próximo e, muitas vezes, cegos até à nossa própria essência. É algo que não vemos com a clareza dos objetos físicos. Somente através da autodescoberta que podemos, ao menos aprimorar, a visão da nossa própria essência, o que realmente somos. Nosso lado que não tem nome, que não é descritível, palpável, que é único e eterno. Era disso que o personagem falava. Paralelamente ao fato de tornar-se cego físico, passa a haver uma valorização maior do que as pessoas são por dentro. E, constituindo um paradoxo a idéia de cegueira, as pessoas passam, na verdade, a ver melhor algo, a essência, que os olhos antes não viam.

2 de outubro de 2009

A Imagem

Há uma música que diz que no mundo, existem apenas dois tipos de pessoas: as que divertem e as que observam. A imagem perfeita faz pensar que existem pessoas que tem tudo. Beleza, prenda, talento, inteligência, dinheiro. Enquanto outros têm que esperar toda uma vida, e mesmo assim nunca chegam a esse nível. A suprema valorização do eu tem um lugar cada vez mais iluminado aos holofotes; a indústria cria cada vez mais instrumentos para tal prática.

A difusão cultural do século XXI tem uma força tão dissimulada e global que não seria generalização dizer que grande parte das pessoas não pensa acerca dos hábitos atuais, o que os motiva. Reflexão interior é uma moda em termos; praticar a compreensão não é uma prioridade quando você tem tantas festas pra ir, tantos recados para responder, tantas séries moderninhas para assistir, tantos best sellers para ler, tantas ligações a serem feitas, tantos planos para concretizar, tanta volta no shopping para ver o que é novo nas lojas.

Conspiratoriamente falando, assusta a quantidade de mecanismos ao nosso alcance que nos desviam da tarefa de pensar. Hoje em dia, é só atualizar. O twitter é um site onde você responde uma pergunta básica em 160 caracteres dizendo: “O que você está fazendo no momento?”. Nele você pode seguir alguém e ser seguido. Ele compõe um verdadeiro livro-registro de tudo que vivemos e fazemos ao longo de nossas vidas. Pelo menos a partir do momento que criamos nossa conta a passamos a atualizá-la com os acontecimentos cotidianos. No fim, você tem um verdadeiro livro de memórias escrito em pequenos parágrafos.

A popularização do serviço tem várias conseqüências, dentre elas: cada vez mais cedo as pessoas aderem ao twitter e fica cada vez mais fácil atualizar seu status no site. A difusão da internet em suas mais diversas formas (Wi-Fi, 3G...), o aumento de sua abrangência, os celulares avançados e os pequenos “classe do aparelho blackberry”, estão tornando a tarefa de atualizar perfis e páginas pessoais uma ação cada vez mais corriqueira e presente no cotidiano: navegadores, iPhones, BlackBerries estão cada vez mais acessíveis e com mais recursos. Escrever um post novo em seu blog pessoal, ver suas mensagens está cada vez mais fácil. E o difícil agora é, na verdade, tentar desligar-se por algum momento.

Com o advento da TV digital, cada vez mais conteúdo midiático se fará necessário. Entra aí o tipo de conteúdo feito pelo próprio usuário ou espectador, o utilizador comum. Vídeos de exposição demasiada, fotos de mau gosto (principalmente fotos de mau gosto) compõe um panorama nada animador sobre o que as pessoas pensam delas mesmas. Muito se faz para se alcançar uma “fama” e muito se perde. A falta de diversidade nos dito bons valores, que estão perdendo espaço para “o que chama atenção”, está levando ambos os lados para a padronização. O lado do bom gosto e o lado do mau gosto estão se padronizando e virando duas entidades homogêneas e distintas. Como se pecado cometido fosse sempre o mesmo. Ou se para uma boa ação existisse apenas um caminho.

O Hype não prega o caminho do meio, mas extremos.

21 de setembro de 2009

Discovery Days

Um pequeno relato;
Fomos convidados (a presença era obrigatória) para participar de um fim de semana de imersão, aprendizado e diversão em uma sítio longínquo, era chamado Discovery Days.
Cheguei em casa por volta das 19, 20 horas, bem cansado, mas, como em nenhuma outra época, feliz. Tracei planos do que era preciso para alcançar meus planos. Tudo magicamente parecia estar aparecendo, sempre além dos meus sonhos mais loucos. O meu plano inspirado era meu caminho agora. Eu era o primeiro.
Eu voltei, tomei um banho completo e bom, escovei o dente com aquele amor de quem estava com as escovações meio relegadas por causa do dia cheio.
Todos abalados com uma triste notícia: 3 gatinhos foram envenanados, o clima por aqui é de descrença (minha parte) e lágrimas totais (os outros).
Sabe por que estou escrevendo isso afinal?
Por que foi a primeira vez que ouvi algo tão obvio e tão sério.
As pessoas são nosso verdadeiro tesouro.

17 de setembro de 2009

realidades contrárias e mudança

A dúvida da mudança é sempre a mesma: se com ela seremos tudo que podemos ser. Se estamos no lugar certo. Se nosso coração vai acompanhar a jornada que estamos acabando de começar. Como vai ser tatear no escuro algo que ocupará lugar tão central dentro de nós. Se vale a pena sentir incertezas. Se é o momento certo de questionar a realidade.
É engraçado como vieram provações, neblina, "realidades contrárias", antes de eu lembrar de tudo que eu realmente acredito e quero para mim.

Quando o total não está no sentido de totalidade

Existem poucas questões tão abrangentes na vida quanto nosso próprio caminho. O caminho que tomamos diz com todas as palavras que não conseguimos dizer sobre quem realmente somos. Em cada turno, cada semana, confrontamos nossos desejos, com uma seriedade e astúcia que não são possíveis a ninguém senão nós mesmos. Os primeiros a saber que algo está errado, os primeiros a chorar, sofrer pela nossa própria condição, os primeiros a tomar alguma atitude.
Minha vida dava sinais de socorro a cada esquina que passei, e só se você é realmente perfeccionista saberia o que é sentir isso.
O céu parece cada vez mais misterioso e promissor. Os sons passam a conspirar para você sentir o prazer do que seria uma vida plena.
Fora do diâmetro de nossos amores, ou dentro do diâmetro dos nossos não amores, entendemos até onde iria a timidez de uma cidade pequena e chata e a excitação de uma vida de verdade. Respire, você não é uma perda total, afinal.
Venho falar das coisas em outra dimensão, sim, muito além do que você esperaria com o pessimismo da condição humana. Falo sobre paredes que são quebradas com a mente, espaços transfigurados pela vontade, levitações que só foram possíveis por que a magia nunca deixou de correr em cada músculo de nosso corpo. Se sua vida não é o que você sempre quis, ouvirá a história de como o melhor lidou com isso e fez uma reviravolta total. Pois, justamente, acreditava mais do que ninguém no que ele era.

Aqui jaz um post

E silêncio...

15 de junho de 2009

A estrela e o plebeu

Existem certos padrões da vida que me levaram a questionamentos:

A estrela de cinema é nossa escrava? Por que, para ela, é importante nos agradar sempre?
Penso: ser uma celebridade de Hollywood é sempre fazer as coisas visando agradar aos outros. É sofrer uma cirurgia de nariz para que possamos aprecia-la no Red Carpet. É fazer um lifting para que nos deleitemos com a sua beleza em um filme qualquer. Por que há pessoas que vendem sua vida e seu conforto, eu me pergunto?
Eu penso que tudo começou com alguém que queria dominar o outro tendo uma caracteristica singular. Queria ser idolatrado, queria ter poder sobre essa pessoa. Então, quem é escravo de quem? A celebridade vive em função do entretenimento do público, vive em função de gostarmos dela ou nós vivemos em função dos padrões ditados pela celebridade? Buscamos nos adequar àquele padrão delas. Eu me pergunto: para que? Como isso começou? É uma caracteristica humana inata de alguns querer sentir-se "mais especial que os outros"?
Para que as pessoas vivem se esforçando tanto para alcançar um determinado patamar? Alcançar determinado estágio?

Sabemos realmente quem e o que somos e do que realmente gostamos, ou simplesmente vamos seguindo um padrão ditado pela midia e pela convivência?
Por que as pessoas vivem numa incessante busca de "aperfeiçoamento"? O que nos faz gostar de alguém? É nos sentirmos bem ao estar com ela, e o que realmente faz as pessoas sentirem-se bem? Por que difere tanto de pessoa a pessoa? Por que nos sentimos no direito de exigir da sociedade certas ações que, se formos pensar no "para que", não fazem nenhum sentido?

"passamos a seguir as regras e normas como se fóssemos imagens virtuais."
"Sabemos realmente quem e o que somos e do que realmente gostamos?"
"Mas, que humano demasiadamente humano não se angustia frente a tamanha escravidão a tudo e a todos? E não estamos escravizados por modelos e modas na curva média da normopatia?"

Eu sinto que o que eu gosto é influenciado o tempo todo, e eu sinto que eu passo a gostar de certas caracteristicas em pessoas sem nem saber por que.

15 de maio de 2009

Uma herança presente em todos e tudo

É estranho como poucos são os sentimentos fáceis de lidar. É impossível saber no que tudo isso vai dar e por que as coisas não acontecem. Fingir entender ou até mesmo compreender, o que significam coisas simples, até muito difundidas, é uma tarefa tão complexa para as pessoas que será mesmo que esse sentimento existe e é tão universal, como costuma ser vendido? Amar e entender isso, todos o fazem?
O amor já designou tanta coisa através da história... Se na verdade cada um ama à sua maneira, seria o sentimento amor doses de nosso própria personalidade?
Gosto de pensar que buscar o amor é como buscar uma ilha desconhecida. Precisa-se de construir um barco, ter tripulação, mantimentos. Para buscar algo... Desconhecido. Desconhecido? O que as pessoas buscam afinal? Pois se cada um ama de um jeito e se nós mal conhecemos nosso próprio jeito de amar... (Aqueles que julgam entender são os que menos realmente se conhecem.)
“Como as pessoas procuram o amor” e “Qual amor que as pessoas procuram” seriam grandes questões, que questionam mais do que aparentam. Estariam elas buscando a si mesmas?
Começamos a despertar para o amor quando começamos a buscar o que realmente somos?
O amor possui uma definição no dicionário. Mas o que é viver esse sentimento, como é sentir isso, o que queremos dizer quando amamos... simplesmente é algo que cada um sente, e arrisco-me a dizer que é algo que cada um sente de forma muito diferente. Fica então um problema. Se cada um sente o amor de forma diferente, buscamos o amor no outro baseado em nossa própria concepção de amar?
Seria o amor, que cada um busca, simples fruto da inabalável esperança humana, que sempre clama por um sentido? Se a resposta for não, qual lógica justificaria empenhar nossos esforços em algo que não se explica racionalmente?
O amor é o exemplar máximo da busca humana por algo que não conhecemos, não compreendemos e nem ao menos sabemos se é real. Sua busca move vidas, objetivos, quebra hierarquias, ordens sociais...
Quantos não foram taxados de loucos se em sua busca fugiram do convencional e subverteram costumes. Pensar demais e estar amando não são duas coisas que costumam andar juntas. Então, quando se ama, a racionalidade pode impedir que enxerguemos o óbvio: é insano procurar o amor que seja da maneira o qual o oferecemos. Entender a diferença começa ou termina nesse ponto. Entender que, ao contrário do que a mídia diz, o amor não é uma constante, não é uniformizado, não é fabricado, não é feito em série. É na verdade algo muito íntimo de cada um. É algo que quando se explica tende a ficar muito generalizado, exatamente por não ser nada generalizado e não ter comparações, nem uma base próxima onde possa ser explicado. É algo que nos faz constantemente aventurar-se no desconhecido, em mares e idéias nos quais nunca estivemos antes.

12 de abril de 2009

Energy never dies

Vasculhando as portas de minha antiga inocência, repleta de capas infantis e estruturas inacabadas, nos damos conta de onde estamos agora e encontramos quem realmente estamos nos tornando. Ver o esforço passado pode ser um bom meio de entender tudo o que somos capazes de fazer no agora e futuro.

14 de março de 2009

Palavras sinceras de uma carta casual

Jaz um post aqui

Jazidas, Jazz, Dixie, New Orleans...

6 de fevereiro de 2009

Apelo

O maior erro é nunca questionar a verdade. A humildade para admitir que o que cremos pode não ser um dogma universal é uma grande virtude, pois as respostas podem vir de nossos próprios erros.
Tiramos nossas lições dos mais variados meios, cada um a seu modo; há alguns que aprendem tudo com saudável e louvável maestria, e começam a encontrar seus caminhos. Alguns.
Nunca sonhas sozinho, tudo é o começo de algo novo, precisamos sair de nós mesmos para nos encontrarmos, todo esse blablabla fora tirado de minhas vivências e minhas músicas aparentemente sem sentidos, rocks e livros que ninguém de minha idade apreciava.
Sei que sempre vale a pena lutar e que tudo aqui (na vida) é um constante aprendizado sobre todos à minha volta. O que sempre ouvi estava certo, afinal, o materialismo não vai fazer ninguém feliz, mas isso é uma escolha pessoal. Existem modos e caminhos fáceis para se sentir bem, mas também há o caminho certo, de uma vida verdadeira. Por que a vida se faz de verdades, se não, não é uma realidade. Uma vida fácil é ilusão. (A condição para a Realidade ser o que vivenciamos é a Verdade.)
Numa tempestade de humores e climas, havia o bem e o mal, mas tudo isso era simplesmente questão de ponto de vista, como heróis e vilões na História. É preciso haver a escuridão do Yin para concebermos a clareza do Yang. Pode ser que haja ainda um terceiro estado inconcebível pela ausência do oposto. Não o vemos por isso. De qualquer maneira, a lição dos opostos é: basta buscar o equilíbrio. O amor e a vontade continuam a pulsar nesse mundo, apesar de tudo, e é isso que importa, isso que me dá alguma força.

31 de janeiro de 2009

Diferenciar-se


O que você realmente é? O que faz de nós pessoas de vida tão distinta?
Você já sentiu que não está no lugar que deveria? Você já quis mudar drasticamente quem você é? Nossos atos nos encaminham para onde estamos agora ou é tudo um grande caos? Somos condicionados a ser o que acham certo?
Lidar com as diferenças nas escolhas de vida é uma tarefa de dia-a-dia, onde você vai construindo sua história em atos considerados pequenos. O que essa sensação quer dizer? Já vistes que talvez você não tem tudo que gostaria? Por que não temos? O que é considerado essencial e o que seria supérfluo para nós?
Você já sentiu que dentro de você tem alguém totalmente renovado esperando para aparecer?

26 de janeiro de 2009

Descobri

Descobri que a vida é curta demais para demorarmos 1 mês para perdoar alguem.

22 de janeiro de 2009

[Bio Flash] Rumors

É impressionante como encontramos verdades nos mais inesperados meios. Eu, em um momento de tédio, comecei a folher o famoso Gossip Girl em uma livraria. Eu, que sempre fora averso ao livro pelo título e pelo o que eu ouvia dizerem sobre o livro, me vi surpreso ante a história interessante e útil apresentada por Cecily Von Giegesar. Sim, muito mais do que uma história comum de patricinhas e mauricinóides, fiquei imerso na vida deles, e impressionado com personagens como Serena, Dan e igualmente impressionado com Blair ou Chuck. Quanta coisa pude assimilar do exagero de alguns fatos e do desenrolar muito sincero da trama. Todo mundo gosta de fofoca, as pessoas não conseguem viver sem fofoca. E calma. Se você estiver se sentindo sozinho(a), pode ser apenas por você ser bom demais. E as pessoas não se cansam de ficar falando sobre quem impressiona. Relaxe, as vítimas de fofocas são logo as melhores. Então, viva o que você quer sem se importar com o que possam inventar de ti, pois já estão fazendo isso o tempo todo. Mostre quem você realmente é para as pessoas que puder, e elas não vão acreditar (ou no mínimo duvidar) de bobagens mirabolantes que possam estar comentando de você. Estamos aqui para viver livres, mostrando quem somos para quem realmente importa. E foda-se o que dizem. Deixe eles se divertirem um pouco. Mas não deixe de viver quem você é ;)

Para você que me ama,
Daniel

haha

19 de janeiro de 2009

Verdade

O "maior" errado é aquele que nunca questiona a verdade. As respostas podem vir de nossos próprios erros, a humildade para SE questionar tem que sempre fazer parte de nós mesmos.

Muitas grandes coisas começam de atos pequenos, eu canso de ver isso acontecer o tempo todo com gente nova, velha, bonita ou triste. Se a salvação viesse de todas as vezes que fazemos algo que vale a pena, algo verdadeiro e puro, com o intuito eterno de altruísmo, talvez mais pessoas dariam valor à realidade e à verdade.
A história que vou contar começa com a vida de um garoto que tentava apenas viver e crescer. Era do tipo que aproveitava todas as oportunidades para crescer, toda oportunidade de uma experiencia nova, uma vida nova. Sabia que o melhor lugar para se estar era onde ele estava agora.
Acabamos tirando nossas lições dos mais variados meios, cada um com seu; há alguns que aprendem com saudável e louvável maestria, e começam a encontrar seus caminhos.
E o que passaram juntos... lembro da vez em que debandavam a discutir e era incrível como aquilo mudava a vida mais que aulas, mais que dias inteiros e meses inteiros de aprendizado formal. Ali aprendiam a viver e a entender.
Foi numa noite fria de inverno, sobre a lua cheia como um sol da meia noite, que tudo começou, pois o destino fizera esse se interessar por algo que era do domínio desse outro. Foi numa fria noite de inverno que tudo começou, mas até ali nada daquilo queria dizer nada.
Nunca sonhas sozinho, tudo é o começo de algo novo, precisamos de sair de nós mesmos para nos ver, todo esse blablabla fora tirado de suas vivências e suas músicas aparentemente sem sentidos, rocks que ninguém de sua idade apreciava.
Sabia o valor de dormir com a mão no coração de alguém, o valor de vigiar, o valor de dar o seu melhor dia após dia.
Eram amigos de fé e carne e osso. Eles próprios confundiam esses sentimentos, pois nunca tinham tido nada assim antes, um tipo de convivência que podia deixar tão bem e tão mal, algo que parecia uma perda de tempo e no momento seguinte era o sentido de suas vidas.
Infelizmente esse mundo que ora é doce ora é amargo mostrou-lhe a dura face de ser eles mesmos sem pensar nem rever suas posições. Era trágica a situação onde chegavam em certas vezes; chame uma espada de espada, antes de desaparecer. Eufemismos é muitas vezes mentiras e só fazem o mundo parecer um pouco mais doce por pouco tempo, quando a realidade e a liberdade põe-nos em estado de êxtase por estar vivendo realmente em contato com o que realmente há.
Sobre a união, viveram em uma época onde havia constante apelo para a união, apesar de no oficial vigorar a desunião, embora pouca gente ousasse tocar no assunto, ninguém escrevia isso na parede, e havia poucos ninguéns.
Algo assim para valer à pena tem que passar por vários tipos de provações e a vida se encarregou de providenciá-las aos dois.
E houve explosões, guerras e bombas, de tamanhos variados e semanais, que o faziam desistir do que realmente acreditava. Fizeram-no mudar e ver que não havia tempo para lágrimas e sim ações concretas. Levante, faça diferente e melhor, não há tempo a se perder. Um milhão de milhas que caminhei, agora definitivamente não é o tempo de desistir, os desistentes ficaram para trás.
Sabia sempre que valia a pena lutar e tudo ali era um constante aprendizado da vida de todos e, o que sempre ouvira estava certo, o materialismo não vai fazer ninguém feliz, mas isso é uma escolha pessoal! Há um modo mais fácil de ser feliz, mas também há o certo e o verdadeiro e a vida se fazia de verdade.
Numa tempestade de humores e climas, havia o certo e o errado, mas tudo isso era simplesmente questão de ponto de vista, como heróis e vilões na história. O amor e a vontade continuavam a pulsar e era isso que importava.
Você acha que está me amando, mas você não me ama de verdade, cansava de repetir isso e de ouvir nas músicas. Mas tudo que os ligava era mais forte e sincero e saber se isso era bom ou ruim novamente dependia de ponto de vista.

14 de janeiro de 2009

Magnus Visum

Magnus Visum é a raiz latina da expressão composta Grande Visionário. Muito além de "uma pessoa que tem visão superior", o significado de "Visionário" vai muito além, agrupando em seu significado um conjunto incrível de paradoxos, idéias aparentemente contraditórias.

Visionário, segundo Houaiss:
Datação: 1789 cf. MS1
1 que ou aquele que tem ou acredita ter visões
Ex.: é um doente v.;o v. se atormenta com um mundo fantasmagórico
2 que ou aquele que tem idéias quiméricas, idealistas, grandiosas, ou acredita em ideais
Ex.: um herói v.: Tiradentes;os v. da Inconfidência pagaram pelo sonho da liberdade
3 que ou aquele que tem idéias extravagantes; excêntrico
Ex.: a vida v. dos jovens de 1970;os v. revolucionam a arte
adj.
4 relativo a ou que envolve uma visão ou visões
Ex.: ter um ataque v.

Etimologia
fr. visionnaire (1637) 'pessoa que tem idéias loucas', (1671) 'pessoa que tem ou acredita ter visões', (1859) 'pessoa capaz de previsões, que tem intuições sobre o futuro', der. de vision- + suf.fr. -aire; ver visio(n)-; f.hist. 1789 visionario; a datação é para o adj. 'que acredita'
Sinônimos/Variantes
fantasiador, fantasioso, fantasista, idealista, poeta, romântico, sonhador, sonhoso, teórico, utopista; (ver tb. sinonímia de excêntrico)
Antônimos
antonímia de excêntrico
Parônimos
visionária(f.)/ visionaria(fl.visionar)

Fantasioso: como dizem os incrédulos
Idealista: como dizem os inspirados
Poeta: como dizem os românticos
Sonhador: como chamam os serenos ou os realistas (depende da entonação)
Utopista: como chamam as pessoas que, ao contrario de mim, não concordam que tudo é possível

Seja qual for a maneira como o visionário é visto: ele não deixa de ser o que realmente é

12 de janeiro de 2009

[Bio Flash] Tendência de escolhermos sempre o pior

03:21 AM. Estou morto de cansaço e mesmo assim estou sentado na minha cama com o notebook ligado. Não tem como não sair um texto pessimista. Se você gosta de borboletas flores felicidades recomendo que não leia, pois você poderá passar a refletir sobre as vicissitudes da vida.
Não se preocupe comigo, estive bem.
Pode ser que algo novo comece quando menos espera. E eu passe a ser um centro de alguma coisa. Você se renova a cada instante e eu a cada momento. É um novo momento. E eu, conflituoso em multitarefa, pensarei melhor centrado.
Sim, as férias estão sendo inesquecíveis. É engraçado como a gente pode mudar amar sonhar em todo esse tempo à toa. Esse tempo em que NUNCA damos prioridade ao que é realmente importante e vale à pena. Não que você seja uma perda de tempo, leitor. Mas você me machuca e me traz de volta ao chão mecânico, duro, insolente, frio.
Não vou mentir, estou uma bagunça desde que você me deixou. E toda vez que te vejo isso fica mais e mais intenso. Queria voltar para os velhos dias, quando o telefone iria tocar e eu sabia que era você. Eu quero falar de volta, entrar numa fria, brigar por qualquer coisa, como costumávamos fazer. Oh me beije, como se quisesse realmente fazer isso, como se sentisse saudades de mim, pois eu sei que você sente, eu quero voltar, voltar com você.

vicissitudes da vida, onde ficaram??

Convicções para enxergar melhor I - O que realmente conta na hora de fazer amigos? (Prelúdio)

Sempre me considerei alguém com uma ótima visão.
Até que chegou o dia quando notei que eu não conseguia enxergar logo as coisas simples (para você, não para mim), o que não fazia de mim um visionário.
Sempre ganhei ponto com as pessoas nas coisas mais sem mistérios: quesitos como “ser você mesmo”, “legitimidade”, transparência, “ser sempre sincero”, “dizer a verdade”, sempre me fizeram ter pontos disparados sobre a maioria das pessoas, facilitando com que eu fizesse amizade com quem considerasse essas características importantes, explicando por que os amigos verdadeiros que tenho me consideram tanto. Se você parar para pensar, vê o quanto os jovens não agem como o que realmente são ou tem vergonha de admitir certas características que eles não têm vergonha de admitir para eles mesmos. Talvez esse seja o porquê de eu me sentir diferente, numa existência marcada por amigos de profundos arroubos de admiração ora por momentos no qual me sinto inadequado.
Sempre vi muitas pessoas que tem muitas outras características boas, mas essas, especiais e tão importantes, que dizem sobre quem realmente somos, não são apresentadas. Essas pessoas não prezam tal conhecimento de si mesmo e acabam não prezando isso no outro, e é isso. Cria-se um circulo vicioso onde a virtude de "viver o que se é sem temer" é abandonada em progressão geométrica em favor da cultura de seguir a maioria. Algo que deveria ser a base da importância na personalidade acabou cedendo àquilo que a pessoa MOSTRA ser, não aquilo que ela realmente é.
Por que o medo da solidão nos leva a agir de maneira tão anti-pessoal, tão anti-o-que-realmente-somos?
É certo que apesar de tudo, ainda sejamos todos um só. Ou cada um constitui de fato um universo diferente?
Prefiro me ater à primeira hipótese, que traz como máxima a esperança de um dia todos nos religarmos novamente. Seria essa a esperança no renascimento do que significa a re-união do próximo que foi se afastando?
Sinto que novos tempos estão vindo. Ligar-se de novo só depende de nós. E uma das poucas certezas da vida é quando você realmente sente que isso está acontecendo.