13 de outubro de 2009

sobre: Ensaio sobre a cegueira

Não somos nossa aparência, não somos nossas posses, não somos nossas carreiras, apesar dessas características dizerem, apenas dizerem, sobre o que somos. Possuímos uma essência que não é visível e nem percebida pelos sentidos. Originalmente somos todos cegos à essência do próximo e, muitas vezes, cegos até à nossa própria essência. É algo que não vemos com a clareza dos objetos físicos. Somente através da autodescoberta que podemos, ao menos aprimorar, a visão da nossa própria essência, o que realmente somos. Nosso lado que não tem nome, que não é descritível, palpável, que é único e eterno. Era disso que o personagem falava. Paralelamente ao fato de tornar-se cego físico, passa a haver uma valorização maior do que as pessoas são por dentro. E, constituindo um paradoxo a idéia de cegueira, as pessoas passam, na verdade, a ver melhor algo, a essência, que os olhos antes não viam.

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